Independência da Bahia
Luta por igualdade pautará caminhada do Sintsef e CUT
O Sintsef-BA e a Central Única dos Trabalhadores na Bahia (CUT-BA) estarão juntos mais uma vez nesta terça-feira, 02 de Julho, para os festejos da Independência da Bahia, em Salvador (clique aqui). A manifestação cívica acontece num momento bastante especial: 2013 é o ano em que a CUT comemora seus 30 anos de existência, marcados pela defesa dos interesses históricos e imediatos da classe trabalhadora, e o Brasil passa por um período importante, de luta por mais direitos.
A concentração será no Alto da Lapinha, em frente ao Posto BR, a partir das 7h. Sob o tema “Com tiranos não combinam brasileiros corações”, a Central baiana levará às ruas as suas principais bandeiras de luta, entre as quais: defesa de 10% do PIB para educação; melhorias nos serviços públicos de saúde, transporte e educação; contra a PEC 4330 que trata da terceirização; contra os leilões do petróleo; pelo fim do fator previdenciário.
O Sintsef-BA também levará às ruas os eixos da Campanha Salarial 2013, que refletem a sua luta em defesa da prestação de serviços eficientes e de qualidade, vinculada ao respeito e valorização dos trabalhadores. O tema da caminhada cutista de 2013 - “Com tiranos não combinam brasileiros corações” - reflete a luta sempre atual por liberdade e igualdade de direitos.
A presidente Dilma sancionou a lei que inclui o 2 de julho como data histórica do calendário de efemérides nacionais. A lei número 12.819 foi publicada no dia 5 de junho deste ano no Diário Oficial da União (DOU). Segundo a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, a decisão da presidenta atende uma antiga reivindicação do povo baiano, cuja participação no processo registrado como “Independência da Bahia”, em verdade, representou a consolidação da libertação do Brasil do regime colonialista imposto por Portugal.
Sem avanços
A reunião que aconteceu na Secretaria de Relações do Trabalho (SRT) do Ministério do Planejamento nesta quinta-feira, 27, para tratar a pauta dos servidores do Dnit, em greve desde esta terça, 25, não trouxe avanços como esperado. O governo manteve a mesma postura dos últimos encontros e afirmou que somente aceita discutir proposta num formato já rejeitado pela categoria. A expectativa era de que algum avanço fosse conseguido e que o governo apresentasse uma proposta capaz de dialogar com as demandas mais urgentes apresentadas pelos servidores. Ao invés de uma proposta capaz de superar conflitos instalados, o governo preferiu utilizar o viés jurídico para tentar coibir a greve e conseguiu uma medida cautelar no STJ que exige retorno de 50% dos trabalhadores para executar serviços considerados essenciais. Várias entidades já informaram a Condsef que foram notificadas. A assessoria jurídica da Confederação foi acionada e trabalha para recorrer da decisão. (Condsef)